Edgard M.

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3. Paga-lanche

Sujeito otário, incapaz de conseguir uma parceira. Refere-se à situação não favorável daquele jovem que sai com uma garota e, no fim da noite, mesmo sem beijá-la acaba tendo de lhe pagar um lanche no carrinho de cachorro-quente. Mas seu sentido expandiu-se e hoje se aplica a todo aquele sujeito com cara de bobo e pouco viril acompanhado de uma bela mulher.

Convém notar uma certa dimensão de inocência no caso do paga-lanche, o que o aproxima em certos casos do "nerd". Ele pensa que provendo um bem (um alimento) à mulher desejada, ele irá conquistá-la. Mas para ser considerado um paga-lanche, o sujeito não precisa exatamente ter pago um lanche ou refeição à mulher que ele cobiça. Ele pode também ter-lhe dado carona, comprado algum presente ou prestado algum serviço, desde que ele descubra, depois de perdê-la, que o investimento foi em vão.

Gíria semelhante: "Sazon", isto é, o cara que tempera pros outros comerem. (Alusão a uma marca de caldo-de-carne)

Sinônimos: otário, bagüá, mané

2. Créu

Onomatopéia de conotação sexual que supostamente corresponde ao som ou ruído do momento da penetração. Ex. "Mermão, ontem eu dei um 'créu' naquela gata". A expressão tem sido repetida à exaustão pela música de mesmo nome, cuja dança simula o movimento de vai-e-vem sexual enquanto o MC Créu (cantor de funk carioca) repete a expressão rápida ou demoradamente, acompanhado da dançarina "Mulher Melancia".

Alguns especialistas acreditam vir de "crawl", do inglês, que quer dizer "rastejar", mas se trata de uma teoria controversa.

1. Ah muleque

Provavelmente de origem carioca, a expressão "ah muleque!" (inevitavelmente pontuada por um sinal de exclamação) é uma espécie de interjeição empregada com finalidades semelhantes às de "eita", "vixe" e demais variações regionais, sendo no entanto impossível de lhe traduzir amiúde. Inextricavelmente condicionada à vivência do cidadão carioca e inclusive fluminense, caracteriza-se por uma certa malemolência ou malícia na entonação (própria do falar carioca), não se excluindo aí a possibilidade de ligação com o jeito de falar dos afrodescendentes estabelecidos nessa região, além de outros fatores de viés sociológico aplicados a esse modelo de miscigenação e influências mútuas encontrável no Rio de Janeiro.


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