Balé

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Classificação morfossintática

Balé é um Substantivo, masculino singular ;

S.m.
1 - bailado; espetáculo de dança artística;
2 ? embora de origem antiquíssima, na sua forma actual começou com Catarina de Médicis, consorte de Henrique II da França, que era uma excelente bailarina. Os seus ballets de cour adquiriram o máximo relevo ao estrear-se o espetáculo Ballet Comique de la Reine (1581). Luís XIV fundou a Academia Francesa de Música e Dança (1661), sendo mestre da mesma J.B.Lully, exemplo imitado por vários países. A famosa bailarina Marie Camargo assombrou Paris em 1721, ao levantar as saias para melhor poder dançar perante os espetadores. Na mesma capital pôs de lado a máscara e a peruca o bailarino Maximilian Gardel. Pouco depois introduziu a malha Malliot, costureira da Ópera de Paris.
A coreografia foi criada por R.R. Feuillet em 1701, com a invenção da notação da dança, e começou a ser uma carreira graças ao bailarino J.G. Noverre (1727-1810), em quem teve Gluck um excelente diretor de balés para as suas óperas. Com ele estudaram Anna Heinel, criadora da pirueta, Auguste Vertris e o referido Gardel, que implantaram uma série de passos, danças e estilos que se tornaram rapidamente clássicos. Seguiram aquelas normas o italiano Salvatore Vigan e a sua esposa. Em seu louvor, Beethoven compôs o balé As Criaturas de Prometeu. Por volta de 1830, a arte do balé ganha nova expressão com a criação do balé romântico e que terá em Carlo Blasis (1803-78) um grande tratadista. Surge, assim, uma época em que alguns compositores de época escreverão propositadamente para este género de espetáculo grandes obras que, com o tempo, não perderão popularidade. Para a perfeição artística do balé contribuíram não apenas músicos como Tchaikovsky, mas também escritores, como Gautier e Victor Hugo, e pintores, como E. Delacroix. O marselhês Marius Petipa impôs a sua prestigiosa autoridade durante a segunda metade do séc. XIX e os grandes centros musicais passam a ter a sua própria companhia residente.
3- balé moderno ? com as novas conceções do espetáculo operístico impostas por R. Wagner, o balé passou a ser cultivado sobretudo no Teatro Imperial de S. Petersburgo, onde nascerão bailarinos que se tornarão verdadeiramente mitos como Anna Pavlova, Vaslav Nijinski e Michel Fokine. Curiosamente, será a partir desta escola que serão criados em Paris os famosos Ballets Russos (1907) por Serge Diaghilev e que com peças musicais de Igor Stravinsky acabarão por criar uma nova conceção de balé. Em simultâneo, continuará a cultivar-se o balé clássico, sendo exemplos desta atividade o Royal Ballet de Londres, onde o novo par formado por Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev fará rejuvenescer a ideia romântica da dança, o Ballet Kirov de Lelinegrado (hoje, de novo, S. Petersburgo) e o Ballet Bolshoi de Moscovo. Com as transformações estilísticas ao nível da música e as alterações que os grandes acontecimentos do século XX provocaram ( I e II Guerras Mundiais, nomeadamente), obrigando a mudanças por vezes radicais de muitos protagonistas da criação artística, a expressão clássica acaba por evoluir e refletir todas essas mutações. É assim que, em França, se caminha para o neo-classicismo, alimentado por Georges Balanchine e Serge Lifar e nos E.U.A. surgem o American Ballet Theatre e o New York City Ballet, onde novas expressões como a modern dance têm lugar. Na Europa, Maurice Béjart fará escola ao fundar o Ballet du XXème Siècle. A par da proliferação de pequenas companhias, lugares privilegiados para constantes interrogações de novas perspectivas, coabitam as formas tradicionais que o cinema e, particularmente, a televisão levam a todos os lugares onde exista uma vontade para contemplar o belo.
Do francês ballet



O balé, na sua forma actual, começou com Catarina de Médicis, consorte de Henrique II da França, que era uma excelente bailarina.
  


O balé tem suas raízes na Itália renascentista através das pantomimas (peças de teatro sem falas, utilizando apenas expressões faciais e corporais, geralmente improvisada)que eram realizados por atores e circenses em grandes salões para membros da corte.

O casamento da italiana Catarina de Médicis com o Rei Henrique II da França em 1533 deu um importante impulso para o desenvolvimento do balé. Diversos artistas especializados em grandes e luxuosos espetáculos foram trazidos da Itália. Em 1581 Catarina de Médicis produziu o Ballet Comique de la Reine em Paris sob a direção do músico italiano Baldassarino de Belgiojoso ou Balthazar de Beaujoyeulx, nome que adotou na França. O balé tomou a forma na qual é conhecido hoje na França, durante o reinado de Luis XIII. No ano de 1661, seu filho Luis XIV fundou a Académie de Musique et de Danse, com o objetivo de sistematizar, preservar a qualidade e de fiscalizar o ensino e a produção do balé. Luis XIV nomeou Charles Louis Pierre de Beauchamps para tomar a frente da instituição que foi dissolvida em 1780.

Os chamados balés de repertório se baseiam em composições musicais que contribuíram para torná-lo popular na Europa e depois no resto do mundo. Alguns dos balés mais notáveis são: Coppélia, de Léo Delibes, O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky, O Quebra-Nozes de Marius Petipa e O Lago dos Cisnes de Marius Petipa e Lev Ivanov,ambos com música de Tchaikovsky.

A partir do Romantismo, as mulheres passaram a se destacar e contribuir para o aperfeiçoamento da arte. Marie Camargo por exemplo, criou o jeté, o pas de basque e o entrechat quatre, além de encurtar os vestidos até acima dos tornozelos e calçar sapatos sem saltos.

Ballet de repertório
  

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A Palavra Balé possui 4 Letras
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