Micênica

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O micénico é a máis antiga forma coñecida da lingua grega, falada na Grecia continental e en Creta nos séculos -XVI a -XI, antes da invasión doria. Consérvase en inscricións en Lineal B, unha escrita inventada en Creta polo século -XIV. A maior parte dos exemplos desta escrita están en taboíñas de arxila atopadas en Knossos e en Pilos. A lingua recibe o nome de Micenas, o primeiro dos palacios que se escavou.

As taboíñas permaneceron moito tempo sen descifrar, propoñéndose todas as linguas concibíbeis como a que subxacía nelas, ata que Michael Ventris descifrou a escrita en 1952 e probou máis aló de toda dúbida que a lingua era unha forma antiga do grego.

A maioría dos textos das taboíñas son listas e inventarios. Non hai ningún texto narrativo e menos poético. Porén estas listas botan moita luz sobre o pobo que as escribiu e sobre o período micénico, ás vésperas da denominada Idade Escura de Grecia.

O Período micênico é uma subdivisão regional e temporal da Idade do Bronze do Egeu, também conhecida por Período Heládico Recente ou Final.

Refere-se à sofisticada cultura grega que se desenvolveu no continente grego entre 1600 a.C. e 1050 a.C., aproximadamente [1]. O nome deriva de Micenas, nome de um dos mais importantes centros regionais micênicos. Os micênios ou aqueus, pertendetens à raça indo-européia, inicaram a incursão ao território grego conquistando-o aos pelágios.

Ativos comerciantes, os micênios conquistaram a avançada ilha de Creta por volta de 1450 a.C. e, entre 1400 e 1200 a.C., dominaram economicamente (e culturalmente) quase todos os povos do Mediterrâneo Oriental. Caracterizada por uma aristocracia de guerreiros, falavam uma forma bastante arcaica da língua grega, o dialeto jônico. Escreveram os mais antigos documentos em grego, escritos em um silabário conhecido por escrita linear B e construíram imponentes cidadelas fortificadas em Micenas e Tirinto Argólida, Gla (Beócia) e Englianos (Messênia).

Diversas características da cultura micênica sobreviveram nas tradições religiosas e na literatura grega dos períodos Arcaico e Clássico, notadamente na Ilíada e na Odisséia. Micenas teve seu auge e foi a cidade mais próspera da Grécia por muitos anos, revolucionando as artes, a engenharia e a arquitetura. A invasão dórica [2] é considerada a causa do fim da civilização micênica, iniciando a Idade Grega das Trevas ou o fim da Idade do Bronze

A arte micénica (ou micênica na ortografia brasileira) refere-se à arte dos aqueus, um povo que se estabelece na costa sudoeste da Grécia entre aproximadamente 1600 e 1100 a.C., no período final da Idade do Bronze. Os seus habitantes formam vários núcleos agrupados em torno de palácios, sendo o centro mais importante o de Micenas, nome que cunha a civilização micénica. A sua produção artística recebe diversas influências sendo a da civilização minóica (Creta) a mais evidenciada. Do Antigo Egipto recebem também influência relacionada com o culto dos mortos, nomeadamente no que diz respeito à construção de câmaras funerárias em pedra.

Deste período são de referir o primoroso trabalho em metal e a joalharia que recebem grande herança minóica no tratamento formal e na técnica, se é que não terão mesmo sido produzidos por artesãos vindos de Creta. Os mais relevantes achados arqueológicos originam das câmaras funerárias descobertas em 1876 em Micenas por Heinrich Schliemann, onde se englobam punhais com incrustações, ornamentos para indumentária, diademas e as famosas máscaras funerárias em ouro que serviam para cobrir o rosto do falecido, a mais famosa é a erroneamente atribuida ao rei Agamémnon.

No repertório formal dominam, em geral, cenas de caça e a representação de animais como golfinhos, cobras, pássaros, touros e principalmente felinos (leão, leopardo, etc) onde é regra aparecerem com as patas dianteiras e traseiras esticadas, símbolo de movimento. Também são comuns elementos da flora marítima e a espiral, elemento decorativo muito usado, mesmo associado à arquitectura.

A escultura não é comum, sendo possível que alguma produção em madeira tenha desaparecido com o tempo. No entanto são conhecidas terracotas representando deusas do lar (phi e psi). A escultura pode também aparecer associada à arquitectura, como no caso da Porta dos Leões em Micenas, onde se vêm dois leões virados para uma coluna micénica inseridos na muralha defensiva. Neste exemplo são notórias semelhanças com a tradição da escultura mesopotâmica pela imponência e severidade formal.

Contrariamente à arquitectura minóica, a micénica possui um forte sentido militar onde se observam fortalezas rodeadas de muralhas edificadas em pedra com grande precisão. O palácio divide-se em três áreas simples; um pórtico com duas colunas leva à antecâmara que antecede a grande sala de audiências, rectangular e com quatro colunas a envolver uma lareira central circular.

Afrescos micênicos foram encontrados em palácios, em cidades como tais como Tirinto e Pilo. Eles represetam o que pode ter sido um grande ciclo mural. Entre os temas destes murais estavam cenas do cotidiano e descrições do mundo natural. A arte, em comparação com a dos minóicos, era solene.

A arte micênica e a arte minóica forma as ancestrais da arte grega.
  


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Palavras com 8 Letras
A Palavra Micênica possui 8 Letras
A Palavra Micênica possui 4 vogais - i e i a
A Palavra Micênica possui 4 consoantes - m c n c
A Palavra Micênica ao contrário: Acinêcim
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