Catolicismo

Significado de Catolicismo:

CATOLICISMO

Termo usado para se definir a fé, ou a condição dos que se tornam adeptos da religião católica apostólica romana. Esta religião tem sua iniciação no batismo de crianças, ou na conversão de adultos à sua fé e participação dos rituais religiosos por ela estabelecidos. Tem sua sede política religiosa no Vaticano, estado religioso cujo chefe é o Papa, eleito por um colégio de cardeais, após a morte ou renúncia do titular. Possui um contingente de adeptos de mais de 1 bilhão de seguidores, que se concentra em sua maioria nos paises de origem latina, e principalmente na América Latina, onde tem maioria de seguidores. Regida pelo Código de Direito Canônico, tem a tradição e a instituição chamada de “Igreja” como santa e com ascendência sobre qualquer regra de fé, considerando a bíblia como subsidiária, no ensino e aplicação de sua própria doutrina. A missa, e a consagração da hóstia, tanto como a eucaristia, e os sacramentos, são termos inexistentes na bíblia. Em 2005 contava com 1 bilhão e 115 milhões de adeptos, sendo o maior grupo ou denominação cristã existente.
Não é o maior grupo religioso do planeta. Paises como a China e Índia que juntos possuem mais de 2 bilhões e meio de habitantes, é o catolicismo equivalente a qualquer outro grupo cristão minoritário. Nos paises árabes, a religião muçulmana, o islamismo possui mais de 2 bilhões de seguidores. Das denominações cristãs, a Igreja Católica Apostólica Romana é o maior grupo.

Quando se refere a si própria a Igreja Romana, se refere como única e autêntica igreja cristã, que se diz fundada por Jesus Cristo, que nunca esteve em Roma, e para lá enviou o apóstolo Paulo, com se acha escrito no livro de Atos dos Apóstolos. Quando se refere a hierarquia e divisões da instituição, aparece o termo igrejas com outras conotações, como igrejas católicas particulares, se referindo às circunscrições eclesiásticas, para tornar eficaz a administração deste complexo religioso estatal cuja sede no Vaticano, é um País Religioso, reconhecido no seio das nações no mundo inteiro. Como instituição religiosa se chama Igreja, quando na verdade é um estado religioso, com embaixadores chamados de Núncios Apostólicos com finalidades de representar o estado do Vaticano, perante os demais chefes de estados, e preparar a visita do Papa, sendo recebido como chefe de estado e líder religioso. Portanto um estado teocrático, idêntico em sua finalidade como os paises árabes que a chefia cabe a um líder religioso.
Acumula o título de chefe de estado, e de acordo com o Anuário Pontifical, é o bispo de Roma, vigário de Cristo, sucessor do príncipe dos apóstolos, Sumo-Pontífice da Igreja Universal, Patriarca do Ocidente, Primaz da Itália, Arcebispo Metropolitano da Província Eclesiástica de Roma, Chefe Soberano do Estado do Vaticano.

Tiveram estes títulos sua origem na Pentarquia.
Nos começos do cristianismo havia cinco Patriarcas. Cada um deles era o cabeça de um centro de expansão da nova fé, e cada um deles tinha como função expandir o cristianismo numa certa direção geográfica. Primeiro o Patriarca de Jerusalém, no Centro, onde Jesus morreu e ressuscitou. Ao norte, o Patriarca de Constantinopla. Ao sul, o Patriarca de Alexandria, no Egito. Ao Oriente, o Patriarca de Antioquia. E a Ocidente, o Patriarca de Roma. Esse último com os séculos foi ganhando um outro título, o de Papa...

É por isso que entre a miríade de títulos que o Papa tem hoje, Sucessor de Pedro, Primaz da Itália, Bispo de Roma, etc, está também o de Patriarca do Ocidente. A maior parte das ações que o Papa toma são tomadas não enquanto Papa, mas enquanto Patriarca do Ocidente. Outra conseqüência que existe até hoje é na tiara, a coroa com a qual o Papa é coroado. Tiara quer dizer três coroas: a coroa do Bispo de Roma; a coroa do Patriarca do Ocidente, e a coroa do Papa. E enquanto Papa, ele pertence a todos os ritos.

Outra curiosidade: ao contrário do que muitos pensam, a catedral do Papa NÃO é a Basílica de São Pedro... A Catedral dele é a Basílica de São João de Latrão, também em Roma. É lá que fica a cátedra (= cadeira) onde se senta o Bispo de Roma, a sua igreja sede. De “cátedra” vem “catedral”. A Basílica de São Pedro é a catedral do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, quando as igrejas se reunificarem.

E cada um dos outros Patriarcas tem uma igreja ou basílica em Roma. Falando de basílicas, tem outra curiosidade. Roma tem seis basílicas (tem as duas já mencionadas, tem Santa Maria Maior – cujo teto foi decorado com o primeiro ouro trazido ou roubado das Américas – tem São Paulo Extramuros – assim chamada por que ficava do lado de fora dos muros da cidade – e outras duas que não lembro). Privilégio de Capital. O Brasil inteiro só tem duas (Aparecida e Canindé, no Ceará).
A particularidade de São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros é que elas têm portas santas, e as outras não têm. As portas santas só se abrem a cada 25 anos, geralmente.
Voltando aos títulos da pentarquia, o Patriarca dos Melquitas hoje tem o seguinte título: “Sua Beatitude o Patriarca Máximo V, de Antioquia e todo o Oriente, Jerusalém e Alexandria, Décimo-terceiro apóstolo e Sucessor de Pedro”. Ou seja, de Antioquia a fé deveria se expandir para todo o Oriente.

Tetrarquia no Império Romano (do grego tetra, por derivação de tétares, "quatro," e árchein, "governar") designa qualquer sistema de governo em que o poder esteja dividido entre quatro indivíduos, denominados "tetrarcas". Usualmente aplica-se à tetrarquia introduzida pelo Imperador Romano Diocleciano, em 293, e que perdurou até c. 313. A instituição da tetrarquia marca a resolução da Crise do século III e a recuperação do Império Romano.
Diocleciano dividiu o império entre os sectores orientais (pars Orientis) e ocidentais (pars Occidentis). Manteve o controle pessoal do sector leste, enquanto Maximiano, seu companheiro de armas, governava o ocidente.
Não foi propriamente uma divisão de poder, pois, na realidade, Diocleciano estava em posição superior à de Maximiliano. A partir daí, o Império passou a ter dois augustos (augusti), cada qual com exército, administração e capital próprios, embora Diocleciano continuasse a ser o chefe do Estado, representando a unidade do mundo romano.
Oito anos mais tarde, em 293, dada a crescente dificuldade de conter as numerosas revoltas no interior do império, procedeu a uma nova divisão funcional e territorial, a fim de facilitar as operações militares: nomeou um imperador menos "graduado", denominado césar (caesar), subordinado a cada imperador mais graduado, que tinha o título de Augusto. Constituiu-se assim o sistema de quatro governantes - dois augustos e dois césares - ou tetrarquia.
Como seu césar para o oriente, Diocleciano designou Galério. Maximiano fez o mesmo, nomeando stesso con Costâncio Cloro para o ocidente. O império foi dividido em quatro territórios:
• Diocleciano controlava as províncias orientais e o Egito (capital: Nicomédia)
• Galério administrava as províncias balcânicas (capital: Sirmio)
• Massimiano governava a Itália e a África setentrional (capital: Milão)
• Costâncio Cloro, pai de Constantino I, recebeu a Hispânia, a Gália e a Britânia (capital: Tréveris).
Constantino é considerado por muitos estudiosos e teólogos como o fundador e instituidor da Religião Católica, que até antes do seu governo, não tinha a organização idêntica aquela da formação do imperio romano, e não existia um comando unificado até a instituição do cristianismo iniciada pelo imperador romano Constantino e instituida pelo imperador romano Tedósio seu sucessor.




Exemplo do uso da palavra Catolicismo:

I Pedro 5:13 – Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos. (referindo-se à igreja cristã primitiva). No início da Epístola dirigida às cercanias da Babilônia, escreve: Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão, no Punto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitinia. (eram os judeus cristãos forasteiros da perseguição romana, classificados de Dispersão, vivendo nos limites territoriais do domínio romano.