Tartária

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[Geog.]- Tartária é o nome de um estreito (VIDE ESTREITO)
(GEOG.), que separa a ilha de Sacalina (VIDE) do continente
asiático(costa russa), ligando o mar de Okhotsk (VIDE) ao
mar do Japão. Tem cerca de 900 km. de comprimento,
entre 4 e 20 metros de profundidade e 8 km. de largura,no
seu ponto mais estreito.

Os russos dão à este estreito o nome de Nevelskoi, almi-
rante russo que explorou a área em 1848.
  


[Geog.]- Tartária era o nome usado pelos europeus na Idade Média para designar uma grande extensão de terras da Ásia Central e Setentrional, que se estendia desde o mar Cáspio (vide) e dos montes Urais (vide) até o Oceano Pacífico. Era habitada pelos povos turcomanos e mongóis, genericamente chamados de ¨tártaros¨. Abrangia partes dos atuais Turquestão, Mongólia, Sibéria, Manchúria(vide) e Tibet.

A tartária tinha uma vasta extensão territorial.
  

TARTÁRIA: denominação de uma antiga fazenda, construída provavelmente no ano de 1760, e que fica localizada no Município de Santo Antônio do Amparo - Estado de Minas Gerais - Brasil.

A sede da FAZENDA DA TARTÁRIA é muito bonita!
  


FAZENDA DA TARÁRIA é o nome de uma antiga fazenda, construída por volta do ano de 1760 e que fica situada no Município de Santo Antônio do Amparo - MG:
"... Foi comprada pelo Cap. Carlos Ribeiro da Silva com parte da sua sede já construída. Embora não se tenha encontrado nenhuma prova documental em relação a seus primeiros proprietários nem sobre a data em que foi construída, estima-se que isso tenha sido (...) na década de 1760. (...) Posteriormente, o Cap. Henrique da Silva Castro, filho do Cap. Carlos e de sua esposa Ana Cândida, recebeu a Fazenda da Tartária como herança de seus pais, conforme está explícito nos autos do inventário do Cap. Henrique, de 1957 (Cartório do 1º de Oliveira-MG). Ele nasceu nessa fazenda em 1873 e faleceu aos 83 anos em Oliveira. Casou-se com Maria José de Castro, Zezé, sua sobrinha, filha de Adolfo Ribeiro de Castro, filho do Cap. Carlos e Joana Felícia (primeiro matrimônio). Na descrição do montante dos bens deixados pelo Cap. Henrique, relacionam-se a casa-sede e as construções rurais que a circundam: paiol, tulha, moinho, fábrica de polvilho, casinhas para empregados, além de terras de cultura e campo com aproximadamente 400 aqueires (1736ha). (...) A fazenda era autosuficiente, cultivando praticamente tudo: cereais, café, mandioca (comestível e para fabricação de polvilho), frutas, hortaliças etc. Criava gado de raça Caracu, aves domésticas e carneiros. Fabricava manteiga do creme extraído do leite que, acondicionada em caixas era vendida em São João del-Rei. O soro era aproveitado para complementar a alimentação dos porcos, necessários para consumo na própria fazenda e para abastecimento dos empregados; o excedente era vendido. (Observa-se que mais de 30 famílias moravam na propriedade, em casinhas dispersas, dedicando-se a diversas atividades). (...) A importância da Fazenda da Tartária, além do porte de suas atividades agropecuárias, ligava-se também ao fato de o Cap. Henrique ter sidoi homem de muito bom conceito, relacionado com pessoas proeminentes, por laços de parentesco ou amizade. (...) Além da instrução formal recebida por seus dez filhos e filhas fora de casa, algumas delas aprenderam também a tocar piano, violino e acordeão com um italiano chamado Rociotti Volpi que passou uma temporada naquela Fazenda. Preocupou-se o Cap. Henrique não apenas coma educação de seus filhos. Instalou na Fazenda uma escola rural, cujas primeiras professoras foram algumas de suas filhas. (...) O casal Max Zeringota de Castro e Maria Lúcia Vivas de Castro, a quem pertence agora a Fazenda da Tartária, lá reside e a mantém com muito cuidado e carinho. (...) No tempo do Cap. Henrique, a Fazenda era servida pela Estrada de Ferro Oeste de Minas, com a Estação da Tartária localizada a 500m da sede. (...) A sede da Tartária, quanto à sua aparência externa e sistemas construtivos, assemelha-se à da Fazenda Bom Retiro, que também pertenceu ao Cap. Carlos Ribeiro da Silva. (...) Tem porão alto na parte da frente e lateral à direita e a estrutura dessa parte em pedra seca, a superior em pau-a-pique. Na parede à esquerda da casa,com alicerce menos elevado em relação ao nível do solo, aparecem pontas de barrotes sobre o baldrame à vista. Sobre eles, grossa prancha de madeira sustenta a parede externa. Os espaços entre os barrotes ficam abertos para funcionar como respiradouros, constituindo um conjunto interessante. À vista também os esteios, frechais e cachorrada dos beirais em madeira. (...) A propriedade, atualmente, conta com pastagens em braquiária para engorda de gado. Embora com área reduzida, a Fazenda ainda é produtiva. Seus proprientários moram lá em ambiente aconchegante, que tratam de preservar com esforços e cuidados, assim como a história da Fazenda da Tartária.". (Fonte das informações: Helena Teixeira Martins, em "Sede de Fazendas Mineiras - Campos das Vertentes, séculos XVIII e XIX", Belo Horizonte: BDMG Cultural, 1998 - páginas 109 a 117).

A Fazenda da TARTÁRIA foi contruída no ano de 1760.
  

Tartária é também o nome de uma antiga estação ferroviária da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). De acordo com informações contidas na página virtual "Estações Ferroviárias do Brasil" (www.estacoesferroviarias.com.br), "a Estação Ferroviária da Tartária foi inaugurada em 1888. A partir do ano de 1966, com a ampliação de bitola para métrica e retificação do trecho Aureliano Mourão-Divinópolis, a estação foi desativada e posteriormente demolida. Uma nova estação com o mesmo nome passou a atender a linha de bitola métrica..." Carlos Chagas Filho (filho do cientista Carlos Chagas) registrou este depoimento sobre a sua passagem pela Estação da Tartária: "... o trem parava numa pequena estação onde era servido um rápido almoço. Tudo para mim era maravilhoso e, mais ainda, a passagem pela estação da Tartária de onde se via, um pouco ao alto, a Fazenda de meu tio Henrique. (...) Ficam na minha memória afetiva, as atenções e o carinho que recebi de todos os parentes com quem convivi na Tartária e em Oliveira." (In: www.vertentes.com.br/chagas/ontem.htm).

A primitiva ESTAÇÃO DA TARTÁRIA (demolida) ficava localizada no município mineiro de Santo Antônio do Amparo, bem próxima da histórica Fazenda da tartária (esta última ainda existente).
  


Outras informações sobre Tartária:

Palavras com 8 Letras
A Palavra Tartária possui 8 Letras
A Palavra Tartária possui 4 vogais - a a ia
A Palavra Tartária possui 4 consoantes - t rt r
A Palavra Tartária ao contrário: Airátrat
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