J. Argemiro

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31. Xilospôngio

Sm - nas antigas Roma e Grécia, era uma esponja do mar presa à ponta de um pequeno cabo de madeira, utilizada coletivamente no âmbito das famílias ricas daqueles povos para a limpeza do ânus após a evacuação. Etimol.: do grego ??????????? (esponja de madeira).

30. Tersório

Sm ? esponja do mar, geralmente recolhida no Mar Mediterrâneo, que presa a um cabo de madeira e era usada pelos antigos gregos e romanos para a limpeza do ânus após a evacuação. Compartilhado pelos membros da família, esse precursor do papel higiênico constituída um luxo privativo dos cidadãos mais ricos daqueles povos. Nos locais onde se instalava o vaso sanitário sobre um pequeno canal de água corrente, a higienização da esponja se fazia na própria canaleta. Em outras situações, mantinha-se o tersório imerso num balde contendo uma solução de água salgada e vinagre. Etimol.: do latim: tersorium (limpeza).

29. Pp

A abreviatura "pp" possui quatro aplicações possíveis: 1. na área jurídica, provém da expressão latina "per procurationem" (pronúncia: per procuracionem) e significa "por procuração", ou seja, refere-se ao exercício do poder de representação que um mandante transmite para um mandatário a fim de que pratique em seu nome atos da vida civil. Saliente-se que, neste sentido, não existe nem "per procura" (em latim) e tampouco "por procura" (em português,); 2. na área musical, é abreviatura de "pianíssimo", notação feita na partitura de uma obra para indicar que aquele trecho deve ser tocado ou cantado de maneira muito suave. A dinâmica suave tem um "p" por abreviatura e "pp" correspondente a suavíssimo. O antônimo é "f" (forte) e "ff" (fortíssimo); 3. na redação epistolar (cartas, missivas, correspondências, mensagens etc.),"pp" significa "próximo passado" e faz referência a um determinado dia, mês ou ano imediatamente anterior àquele em que se está; 4. no âmbito bibliográfico, "pp" caracteriza o plural de "p" (página).

28. Espauto

s. m. (Regionalismo: Açores) jorro de ar quente (gás carbônico) lançado por baleias, golfinhos e botos, e que se condensa ao entrar em contato com o frio da atmosfera. Do inglês Spout.

27. Lavandário

Extenso campo de plantação de lavanda (ou alfazema), designação comum a plantas do gênero Lavandula, da família das labiadas, espécie L. stoechas, L. latifolia, L. angustifolia e L. x intermedia, cultivadas como ornamentais e/ou para extração de óleo essencial usado em perfumaria, medicina e vernizes para pintura em porcelana.

26. Lavarinto

(Em Portugal) trabalho artesanal de agulha, também conhecido por crivo; (no sul da Bahia) cabo de arpoar, sobressalente, usado na pesca da baleia.

25. Taranta

1- adj. de 2 gêneros e subst. de 2 gêneros - Que ou quem é indeciso ou irresoluto.
2- Subst. fem.: o mesmo que "pizzica", dança ritual à qual a tradição popular do sul da Itália atribui o poder de curar a mordida da tarântula. Tarantela: variação rítmica da taranta.

24. Tágueda

O mesmo que táveda e tádega; planta da família das compostas (Inula conyza), amarga e aromática, cujas folhas se assemelham às da oliveira.

23. Cabeça de turco

(ca·be·ça de tur·co) - substantivo de dois gêneros que significa aquele que arca com as culpas de um ato ou acontecimento, com ou sem fundamento no fato. É o mesmo que "bode expiatório" ou "testa de ferro". Plural: cabeças de turco.

22. Tapirotério

s.m. - Em paleontologia, é o fóssil de um mamífero que se assemelha ao tapir; tapirothério.

21. Moléstia

Moléstia - substantivo feminino. - Como regionalismo, mais usado no Nordeste brasileiro, juntamente com suas variantes fonéticas "molesta" e "mulesta", forma um núcleo de construção adjetiva (da+moléstia) que incorpora os significados de raiva, ira e fúria no corpo de expressões que se reportam ao mal da hidrofobia (raiva), doença infecciosa aguda transmitida pela mordida de animais (cão, gato, lobo etc.) infectados com um tipo de rabdovírus. Como essa enfermidade se caracteriza por lesões do sistema nervoso central que provocam convulsão, a sabedoria popular a relaciona a manifestações dos sentimentos humanos de irritação, ira, fúria, agressividade, rancor ou frustração, por um lado. Por outro, serve para intensificar, pelo recurso jocoso à semântica do seu contrário, qualidades, poderes ou virtudes.

20. Auspício

Etimologicamente, auspício tem origem remota na expressão latina "avis spicium", que exprimia o ritual do antigo áugure ao extrair prenúncio de notícias através da observação do voo ou do canto de uma ave. Com o tempo, tais adivinhações adquiriram conotações funestas quando resultavam da observação de águias, corujas, corvos ou gralhas, aves que ainda hoje são tidas como de mau agouro. Na língua portuguesa, o vocábulo auspício deriva já da contração latina avis + spicium = auspicium. Saliente-se que para os romanos o "U" era grafado como "V", como registram os clássicos, as inscrições em monumentos e estátuas, a produção científica da Idade Média e os primórdios das ramificações neolatinas, inclusive o português. Daí "avis spicium" haver-se contraído em "auspicium" e ter sido incorporado ao vernáculo lusitano como auspício.

19. Ralentar

(Música) Diminuir o andamento na execução de uma peça musical. Pôr anotação cifrada, na partitura, para retardar compassos da música.

18. Chalaza

Forma derivada do espanhol "chalaza" e não preferível àquela recepcionada pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa: calaza. Embora redigida com "ch" em muitos sites das redes virtuais, nos dicionários só é definido o vocábulo sem o "h". Etimologicamente originada do grego "khálaza" (granizo, grão duro na gema do ovo), identifica cada um dos dois cordões que, por sua aderência à membrana do ovo, mantém a gema centralizada em seu interior, e sua existência comprova a frescura do produto.

17. Parsa

Trata-se de neologismo formulado popularmente a partir do vocábulo "comparsa", do mesmo modo como se pode admitir a forma parça, derivada de "parceiro" e, portanto, utilizando a letra c (cedilhada por se antepor a uma vogal) que integra o radical que contém a estrutura morfológica permanente do termo e seu significado básico indicativo de parceria, sociedade, cumplicidade ou camaradagem. Com "s" ou com "ç", o vocábulo apresenta larga utilização no âmbito das associações voltadas para a organização do crime, congêneres ou simpatizantes. Característica marcante do seu uso quase exclusivo em ambientes descolados da gramática é a invariabilidade de gênero e número.


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